
Faleceu na manhã desta quinta-feira (11), aos 83 anos, em Presidente Prudente, a professora doutora Édima de Souza Mattos, em decorrência de problemas cardíacos. Reconhecida por sua trajetória na educação, na pesquisa acadêmica, ela deixa um legado construído ao longo de mais de seis décadas dedicadas ao ensino.
A morte da educadora foi lamentada por diversas instituições. Em nota, a Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) destacou a contribuição de Édima para a formação de profissionais e para a história da universidade, onde atuou por mais de 35 anos.
Natural da Bahia, Édima construiu sua carreira no Oeste Paulista. Formada em Letras e Pedagogia, conquistou o título de doutora pela Unesp e realizou pós-doutorado pela USP, tornando-se referência em educação, inclusão social, saúde da população negra e combate à discriminação racial.
Ao longo da carreira, desenvolveu pesquisas voltadas à saúde de grupos vulneráveis, com destaque para estudos sobre anemia falciforme, saúde mental e projetos de inclusão social. Também teve participação ativa em iniciativas desenvolvidas em parceria com o Ministério da Saúde e organismos internacionais ligados à área da saúde.
Além da atuação acadêmica, foi uma das pioneiras na defesa da igualdade racial na região, promovendo ações voltadas à permanência de estudantes negros na escola e ao fortalecimento da cidadania por meio da educação.
Em 2022, recebeu o Prêmio Ruth de Souza, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo, em reconhecimento à sua atuação em prol da comunidade negra.
Édima deixa o marido Eli Dolce Justo de Mattos os filhos Eduardo, Elizangela e Elaine, além de netos e demais familiares.
O velório será realizado nesta sexta-feira (12), a partir das 7h, na Casa de Velório Athia, em Presidente Prudente. O sepultamento ocorrerá no Cemitério Municipal São João Batista, em horário ainda a ser definido pela família.











