Homem é preso após PM apreender mais de 235 gramas de cocaína e duas armas em Presidente Prudente


Um homem de 44 anos foi preso na noite desta segunda-feira, 06 de julho, em Presidente Prudente, após a Polícia Militar apreender 235,38 gramas de cocaína, duas armas de fogo e materiais utilizados para o preparo e a comercialização de drogas em uma residência no Jardim Marisa. A Justiça também decretou a prisão preventiva do homem.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas pelo Copom para verificar uma denúncia de que uma pessoa estaria sendo mantida em cárcere privado e submetida à tortura em um imóvel na rua Almilcar Artoni. Ao chegarem ao endereço, os policiais tentaram contato, mas não obtiveram resposta. Pela fresta do portão, perceberam que havia uma pessoa no interior da residência, que apagou as luzes ao notar a presença da equipe.

Diante da possibilidade de haver uma vítima necessitando de socorro, os policiais verificaram que o portão estava aberto e entraram no imóvel após se identificarem. Conforme o registro policial, o desempregado se apresentou espontaneamente, deitou-se no chão e afirmou aos militares que realizava a venda de drogas. Em seguida, indicou onde estavam armazenadas a cocaína e duas armas de fogo.


Durante as buscas, foram apreendidos 235,38 gramas de cocaína, além de saquinhos plásticos do tipo zip, uma balança de precisão e duas armas de fogo, sendo um revólver e uma pistola. Conforme apurado pela Polícia Civil, o revólver possui registro de furto ocorrido no ano de 2000.

A autoridade policial entendeu que a quantidade de droga apreendida, associada aos materiais utilizados para fracionamento e embalagem, apresenta indícios suficientes da prática de tráfico de drogas. Também foi destacado que as armas estavam em situação irregular, configurando ainda o crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Durante a análise dos antecedentes, a Polícia Civil verificou que o homem possui registros anteriores por crimes de roubo e porte ilegal de arma de uso restrito. Segundo a decisão, a reincidência e a gravidade dos fatos justificaram a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, como forma de garantir a ordem pública e evitar a reiteração criminosa.

Além da prisão, a autoridade policial solicitou à Justiça a quebra do sigilo telemático dos aparelhos celulares apreendidos, medida que poderá auxiliar na identificação de possíveis envolvidos e no esclarecimento da origem da droga e das armas. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.

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