
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan para aprofundar a investigação de possíveis reações adversas registradas após a aplicação do imunizante.
Segundo a pasta, mais de 500 mil doses já foram aplicadas no país. Entre os vacinados, 42 pessoas apresentaram sintomas de alerta, três precisaram de internação e duas morreram. Até o momento, o Ministério da Saúde reforça que não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados pela vacina, mas os casos serão analisados por especialistas por precaução.
A suspensão vale apenas para a vacina do Butantan e não afeta a Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda e aplicada normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que os órgãos responsáveis irão investigar fatores como histórico clínico dos pacientes, doenças preexistentes, possíveis fatores de risco e outras causas que possam ter contribuído para os casos registrados.
Pessoas vacinadas recentemente devem ficar atentas a sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa, vômitos frequentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva ou piora do estado geral, procurando atendimento médico caso apresentem qualquer sinal de agravamento.
Em nota, o Instituto Butantan afirmou que a interrupção é preventiva e tem como objetivo garantir a segurança da população enquanto as investigações são concluídas. A instituição destacou que estudos anteriores apontaram 79,6% de eficácia geral e 89% de proteção contra casos graves da doença.
O caso segue em análise pelas autoridades de saúde, que irão reavaliar a estratégia de vacinação após a conclusão das investigações.











