Um caso envolvendo suspeita de abuso de confiança e possível desvio patrimonial contra um médico cardiologista, de 62 anos, está sendo investigado pela polícia em Presidente Prudente. A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso e envolve indícios de que a vítima pode ter sido alvo de um esquema financeiro que teria atingido parte significativa de seu patrimônio.
De acordo com informações apuradas, o principal investigado seria um empresário do ramo de eventos em Prudente que prestava serviços ao médico. A relação inicialmente profissional teria evoluído para um vínculo de proximidade e confiança, circunstância que agora é analisada pela polícia, para verificar se teria sido utilizada para a realização de movimentações patrimoniais (transferências de imóveis) e também financeiras de grande valor.
Há suspeita de que valores expressivos em dinheiro possam ter sido movimentados, hipótese que está sendo analisada a partir de documentos, movimentações bancárias e demais elementos reunidos no inquérito.
O caso tramita sob segredo de justiça, motivo pelo qual, detalhes sobre diligências, provas e eventuais medidas judiciais ainda não podem ser divulgados publicamente. A condução do inquérito está a cargo da Delegacia de Proteção ao Idoso de Presidente Prudente, sob responsabilidade do delegado Celso Caldeira.
Segundo informações obtidas no âmbito da investigação, o empresário investigado mantém forte presença nas redes sociais, onde costuma publicar conteúdos exibindo um estilo de vida de alto padrão. Esse comportamento também passou a integrar o conjunto de circunstâncias analisadas pelos investigadores.
As autoridades destacam que crimes patrimoniais contra pessoas idosas frequentemente começam com a construção de relações de proximidade e confiança. Em muitos casos, os suspeitos se apresentam como prestadores de serviços, amigos ou pessoas que passam a auxiliar na administração de interesses financeiros da vítima.
Orientações para idosos
Especialistas orientam que familiares e idosos tenham cautela especialmente em situações que envolvam concessão de procurações, administração de contas bancárias por terceiros, transferência de imóveis ou bens e realização de investimentos intermediados por outras pessoas.
O caso também chama atenção para a importância do Estatuto da Pessoa Idosa, instituído pela Lei nº 10.741/2003, que garante proteção especial às pessoas com 60 anos ou mais. A legislação assegura direitos fundamentais, como prioridade em serviços, acesso à saúde, dignidade e proteção contra violência, negligência ou exploração financeira.
As autoridades reforçam que, em situações de suspeita de abuso financeiro, manipulação patrimonial ou tentativa de golpe contra idosos, a recomendação é procurar imediatamente a polícia ou registrar denúncia junto à Delegacia de Proteção ao Idoso. A formalização da denúncia é considerada fundamental para interromper possíveis crimes e preservar o patrimônio e a integridade da pessoa idosa.












