Alta demanda repentina provoca demora de até 3 horas no atendimento do PS Infantil da Santa Casa de Prudente


A redação do Diário de Prudente recebeu, neste domingo, 31 de maio, diversas mensagens de mães e pais relatando demora no atendimento do Pronto-Socorro Infantil da Santa Casa de Presidente Prudente, o que o hospital justificou sendo em decorrência da alta demanda repentina.

Segundo os relatos encaminhados ao jornal, algumas famílias afirmaram ter aguardado por mais de três horas para que as crianças fossem atendidas. Entre as reclamações, estavam queixas relacionadas ao tempo de espera e à preocupação dos responsáveis diante do estado de saúde dos filhos.

Uma das mães informou que chegou à unidade por volta das 14h43 e, às 17h38, ainda aguardava atendimento médico. Segundo ela, durante a triagem foi relatado que a criança havia sofrido uma batida na cabeça, mas, mesmo assim, não houve atendimento imediato.


Outras mensagens encaminhadas à redação apontam que havia diversos pais insatisfeitos com a situação. De acordo com os relatos, algumas pessoas teriam chegado ao local por volta das 14h15 e continuavam aguardando atendimento no decorrer da tarde. Também foram registradas reclamações de que algumas famílias deixaram o local antes de serem atendidas devido à demora.

Os responsáveis que procuraram o Diário de Prudente também afirmaram que o atendimento estava sendo realizado por duas médicas plantonistas, informação que, segundo eles, teria sido repassada por funcionários da unidade.

Nota da Santa Casa

Procurada pela reportagem, a Santa Casa de Presidente Prudente encaminhou nota oficial esclarecendo a situação.

De acordo com o hospital, houve um aumento expressivo na procura por atendimento no Pronto-Socorro Infantil durante o último fim de semana, o que pode ter provocado um tempo de espera superior ao habitual. A instituição informou ainda que possui limitações de estrutura física, destacando ser a única referência regional para atendimentos pediátricos de alta complexidade destinados aos pacientes da saúde suplementar.

A Santa Casa afirmou que o Pronto-Socorro Infantil conta regularmente com dois médicos plantonistas e que, em períodos de maior demanda, o número de profissionais é ampliado para aumentar a capacidade de atendimento.

O hospital ressaltou também que todos os atendimentos seguem o protocolo de classificação de risco, sistema que estabelece prioridade conforme a gravidade de cada caso, e reiterou o compromisso de oferecer assistência segura, humanizada e de qualidade aos pacientes.

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