
Estudantes da Universidade Estadual Paulista, no campus de Presidente Prudente, realizam uma paralisação estudantil nos dias 14 e 15 de maio. A mobilização reúne reivindicações relacionadas à estrutura da universidade, permanência estudantil, assistência, segurança e condições de ensino.
Segundo os alunos, o movimento busca chamar atenção para problemas como cortes orçamentários, precarização e projetos que, segundo eles, enfraquecem a universidade pública.
Entre as principais pautas apresentadas pelos estudantes estão a falta de previsão para retorno da moradia estudantil, pedidos de ampliação do restaurante universitário, funcionamento no período noturno e melhorias na chamada “chepa”. Os manifestantes também apontam problemas de iluminação e segurança no campus, além de questões ligadas à acessibilidade e permanência de estudantes com deficiência.
Outras reivindicações envolvem cotas para pessoas trans, falta de professores, concursos não realizados, matérias atrasadas e cortes de bolsas estudantis. Os estudantes também citam denúncias de assédio, casos de violência institucional e o adoecimento da comunidade universitária.
De acordo com os organizadores da paralisação, os problemas impactam diretamente a formação acadêmica e a produção científica desenvolvida dentro da universidade. Os estudantes defendem uma instituição “plural, diversa e acessível”.
Em nota, a direção da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/Unesp) informou que foi comunicada oficialmente sobre a paralisação pelo Diretório Acadêmico 3 de Maio e que a direção se reuniu com chefes de departamento e diretores de área para tratar da mobilização.
A universidade também informou que as atividades administrativas, além das ações de pesquisa e extensão que prestam atendimento à população, seguem funcionando normalmente no campus de Presidente Prudente.







