SAIDINHA: Sete detentos não retornam em Presidente Prudente e passam a ser foragidos


Cerca de 1900 presos receberam benefício da saídinha temporária na região de Presidente Prudente | Akira Onuma

A saída temporária de presos do regime semiaberto, realizada entre os dias 17 e 23 de março de 2026, resultou em 42 detentos que não retornaram às unidades prisionais na região do Oeste Paulista. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e refletem o balanço das autorizações concedidas pelo Poder Judiciário.

O benefício da chamada “saidinha” está previsto na Lei de Execução Penal e, no Estado de São Paulo, segue as regras estabelecidas pela Portaria DEECRIM 02/2019. No período, mais de 1,9 mil reeducandos deixaram as unidades prisionais da região com autorização judicial para saída temporária.

Entre os municípios com maior número de não retornos, destacam-se:

  • Osvaldo Cruz, com 11 detentos que não voltaram;
  • Pacaembu, com 19 foragidos;
  • Presidente Prudente, com 7 casos registrados.

Outras cidades também tiveram registros pontuais, como Dracena, Pracinha, Presidente Bernardes e Presidente Venceslau.


Por outro lado, diversos municípios tiveram 100% de retorno dos presos, como Caiuá, Flórida Paulista, Irapuru, Junqueirópolis, Lucélia, Marabá Paulista, Martinópolis e Tupi Paulista.

Cidade Saíram Não retornaram
Caiuá 37 0
Dracena 23 1
Flórida Paulista 34 0
Irapuru 14 0
Junqueirópolis 28 0
Lucélia 95 0
Marabá Paulista 18 0
Martinópolis 7 0
Osvaldo Cruz 626 11
Pacaembu 619 19
Pracinha 19 1
Presidente Bernardes 122 2
Presidente Prudente 192 7
Presidente Venceslau 64 2
Tupi Paulista 22 0

Total de saídas: 1.920
Total de não retornos: 42

Consequências

A Secretaria da Administração Penitenciária reforça que os detentos que não retornam dentro do prazo estabelecido passam automaticamente à condição de foragidos da Justiça. Além disso, perdem o direito ao regime semiaberto, sendo regressados ao regime fechado em caso de recaptura.

O tema volta a gerar debate na região, especialmente diante dos números registrados em algumas cidades, reforçando discussões sobre a eficácia e os critérios do benefício concedido aos reeducandos.

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