A Polícia Civil de Presidente Prudente prendeu, nesta quarta-feira, 07 de janeiro, quatro homens suspeitos de envolvimento na condução de um chamado “tribunal do crime” ocorrido no município. A ação foi realizada por equipes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada ao Deic-8.
De acordo com as investigações, o caso teve início em abril de 2025, quando um homem de 33 anos foi sequestrado em via pública e mantido em cativeiro por mais de três dias. A vítima teria sido acusada pelo grupo de subtrair parte de entorpecentes que estavam escondidos em um imóvel localizado na região central da cidade.
Durante o período em que permaneceu em cárcere privado, o homem foi submetido a agressões físicas, ameaças e torturas. O resgate só ocorreu após uma denúncia anônima recebida pela Polícia Militar, que localizou o imóvel e libertou a vítima. Na ocasião, ninguém foi preso, mas o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
As apurações apontaram que a vítima, usuária de drogas e evadida do sistema prisional, teria furtado cerca de meio quilo de crack pertencente a um dos líderes do tráfico local. Como represália, o suspeito, juntamente com outros três indivíduos, teria organizado o sequestro e as sessões de violência, em uma tentativa de punição imposta pelo próprio grupo criminoso.
Com o avanço das diligências, os investigadores conseguiram identificar os quatro envolvidos, com idades entre 21 e 42 anos. A Polícia Civil representou ao Judiciário pela decretação das prisões temporárias e por mandados de busca domiciliar, que foram autorizados.
Os mandados foram cumpridos nesta terça-feira, resultando na prisão dos quatro suspeitos. Durante a operação, também foi localizado o veículo utilizado no crime e confirmada a propriedade do imóvel onde a vítima foi mantida em cativeiro.
Ainda durante a ação, o homem apontado como líder do grupo e responsável por ordenar as torturas foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
Os suspeitos serão interrogados e a Polícia Civil informou que as investigações estão em fase final. Eles devem ser indiciados pelos crimes de associação criminosa, tortura, cárcere privado e tráfico de drogas.
A Polícia Civil reforçou que ações desse tipo seguem sendo prioridade no combate ao crime organizado e à violência no município.











