
Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente, identificou alta presença da bactéria Staphylococcus aureus em crianças e adolescentes de um assentamento rural no Pontal do Paranapanema, resistente a antibióticos conhecida como MRSA.
A pesquisa foi conduzida pelo biólogo Thiago Sobral de Melo, no Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da universidade. O estudo analisou amostras coletadas do nariz e da garganta dos participantes, além de questionários respondidos pelos pais sobre saúde, uso de antibióticos e histórico de doenças.

Os resultados mostraram que mais da metade das crianças e adolescentes avaliados estavam com a presença da bactéria, e parte delas apresentava a forma resistente a diversos medicamentos.
Segundo a orientadora da pesquisa, Valéria Cataneli Pereira, muitas das bactérias identificadas não respondem a antibióticos comuns e ainda carregam genes associados à produção de toxinas. “Além disso, muitas das bactérias identificadas já não respondem a medicamentos comuns, como a penicilina, e carregam genes associados à produção de toxinas, o que pode aumentar seu potencial de causar infecções mais graves”. Afirma
Outro ponto observado foi a relação entre o uso prévio de antibióticos e a presença da forma resistente da bactéria, indicando que o consumo desses medicamentos pode favorecer o surgimento de cepas mais difíceis de tratar.
De acordo com a pesquisadora, os resultados mostram que a resistência bacteriana não está restrita a hospitais e pode circular silenciosamente em comunidades, o que representa um alerta para a saúde pública.











