Mulher continua presa após investigação sobre morte do companheiro em Presidente Epitácio


Polícia descartou legítima defesa e apontou contradições nos depoimentos e nos laudos do caso – Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de um homem esfaqueado em Presidente Epitácio, no interior de São Paulo. O caso ocorreu no dia 17 de maio, e a companheira da vítima segue presa após a Justiça converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.

De acordo com a apuração, o casal discutiu dentro da residência onde morava, na Rua Cuiabá, e a briga continuou em uma via próxima. O homem foi encontrado ferido e morreu no hospital em decorrência de choque hemorrágico.

Durante o depoimento, a mulher afirmou que agiu em legítima defesa para proteger a si mesma e o filho. No entanto, a versão foi contestada pela investigação. Segundo a Polícia Civil, testemunhas relataram que a vítima não agredia os jovens da família no momento da confusão.

Um vizinho ouvido no inquérito afirmou ter visto a suspeita com a faca durante toda a discussão e relatou que ela teria dito que “acabaria de matar” o companheiro. A investigação também apontou divergências entre a versão apresentada e os laudos médicos.


Enquanto a mulher declarou ter desferido apenas duas facadas, os exames apontaram múltiplos ferimentos na região da barriga e da pelve da vítima. O filho da suspeita também afirmou que houve o uso de duas facas diferentes durante o desentendimento.

Com base nos depoimentos e nas provas reunidas, a Polícia Civil concluiu o caso como homicídio simples e descartou, neste momento, a tese de legítima defesa. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, enquanto alguns laudos complementares ainda aguardam finalização.

Ao negar pedidos de liberdade e prisão domiciliar, a Justiça considerou a gravidade do caso e destacou que ainda não existem elementos suficientes para confirmar a alegação de defesa própria.

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