Uma mulher de 25 anos, mãe de duas crianças pequenas, foi presa por tráfico de drogas na tarde desta quarta-feira, 04 de março, em uma residência localizada na rua Alexandre Bacarim, no Parque Alvorada, em Presidente Prudente.
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe realizava patrulhamento pelo bairro quando foi acionada pelo Copom após uma denúncia indicando que uma mulher estaria comercializando entorpecentes no imóvel. A informação apontava ainda que as drogas estariam escondidas dentro de um guarda-roupa e que havia crianças no local.
Ao chegarem ao endereço, os policiais fizeram contato com a moradora, que foi informada sobre a denúncia. Segundo o registro policial, ela teria admitido que havia drogas guardadas em seu quarto e autorizou a entrada dos policiais na residência.
Durante as buscas no guarda-roupa do dormitório, os policiais localizaram três pedras maiores e três menores de uma substância com características de crack, todas embaladas e prontas para venda. No mesmo local também foram encontrados R$ 711 em dinheiro, distribuídos em diversas cédulas de pequeno valor.
Além da droga e do dinheiro, os policiais apreenderam uma balança de precisão em funcionamento, uma faca com resquícios de crack, diversas embalagens utilizadas para fracionar entorpecentes, um aparelho celular e um caderno com anotações que, segundo a polícia, indicariam contabilidade relacionada ao tráfico de drogas.
Ainda conforme o registro, a mulher teria informado inicialmente que adquiriu cerca de 50 gramas de crack por R$ 1 mil para comercialização, relatando que parte da droga já havia sido vendida. Ela também teria detalhado valores de venda das pedras.
Durante o atendimento da ocorrência, uma tia das crianças — de três e quatro anos — compareceu ao local e assumiu a responsabilidade pelos menores. A mãe da suspeita também foi informada e estava em deslocamento de outra cidade.
Na delegacia, acompanhada de advogado, a mulher apresentou outra versão. Ela afirmou não ser traficante e alegou que apenas guardava a droga para uma terceira pessoa, que teria prometido pagar R$ 100 pelo serviço. Também disse que o dinheiro encontrado seria proveniente de trabalho como diarista e do benefício social Bolsa Família.
Apesar da alegação, consulta aos sistemas policiais indicou que a mulher já possui processo em andamento pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Após o registro da ocorrência, ela permaneceu presa e ficou à disposição da Justiça.












