Ipem-SP faz alerta de segurança para compras de fantasias e artigos de Halloween


Foto: Reprodução

Com a proximidade do Halloween, celebrado em 31 de outubro, a corrida às lojas por fantasias, decorações temáticas, maquiagens e doces movimenta o comércio paulista. Para garantir a segurança da população e orientar o consumo consciente, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) divulgou um guia com recomendações para a compra e o uso de artigos típicos da data.

O órgão, vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania e delegado do Inmetro, alerta que a atenção aos detalhes das embalagens, etiquetas e equipamentos de medição evita acidentes e riscos à saúde, principalmente das crianças.

CONFIRA AS ORIENTAÇÕES DO IPEM-SP

– Fantasias: Ao comprar fantasias, é importante conferir a composição têxtil do tecido, que deve ser informada na etiqueta do produto. Todos os tipos de filamentos utilizados para a produção da peça devem estar mencionados com a indicação percentual de cada um deles (70% algodão e 30% poliéster, por exemplo). Entretanto, é proibido o uso dos nomes das marcas comerciais ou em inglês (como nylon, popeline, lycra, lurex e rayon). Na etiqueta, também devem estar informados razão social ou nome da marca registrada do fabricante, o CNPJ e o país de origem, além de indicações para a conservação do produto e detalhes do tamanho ou dimensão. Todas essas informações em produtos têxteis contribuem para evitar alergias e, consequentemente, riscos à saúde.

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– Brinquedos: Todos os itens voltados à diversão infantil devem conter o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro e a classificação etária indicativa, o que garante que foram testados e não representam riscos à saúde das crianças.

– Máscaras: Verifique se as máscaras permitem boa ventilação e visibilidade. Máscaras mal ajustadas ou com aberturas pequenas podem causar asfixia ou desconforto, especialmente em crianças.

– Iluminação: Utilize luminárias e pisca-piscas com o selo do Inmetro, instalados conforme as instruções do fabricante. Isso garante maior segurança elétrica e previne curtos-circuitos. Além disso, evite materiais inflamáveis na decoração, como o uso de velas.

– Atenção à quantidade: Produtos pré-medidos, como pacotes de balas e pirulitos popularmente consumidos no Halloween, devem declarar, de forma clara e na parte principal da embalagem, a quantidade que está sendo comercializada. O chamado conteúdo nominal (a quantidade declarada) deve ser apresentado em cor contrastante com o fundo onde estiver impresso, de modo a facilitar a identificação da informação pelo consumidor.

– De olho na balança: Ao comprar qualquer artigo a peso, lembre-se de que as balanças usadas no comércio devem ser aprovadas e verificadas pelo Inmetro ou pelos órgãos delegados, além de estarem devidamente lacradas. Para saber se o equipamento está em dia, observe se a balança tem o selo de “verificado até 2026 ou 2027”. Além disso, sempre desconfie de informações como peso e preço em inglês.

– Cuidado com comércios irregulares: Não compre artigos em comércio informal, pois não há garantia de procedência. Produtos falsificados ou fabricados em indústrias clandestinas, como fantasias e máscaras, podem não atender às condições mínimas de segurança, especialmente em relação à toxicidade dos materiais usados na fabricação, à presença de partes pequenas e à existência de bordas cortantes. A fiscalização do comércio informal é de competência da Polícia Federal, não do Ipem/SP.

Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com