Eleição da próxima presidência da Câmara de Prudente já movimenta bastidores do Legislativo



Mesmo durante o recesso parlamentar, período em que não há sessões ordinárias e os vereadores concentram suas atividades nas bases eleitorais e no encaminhamento de ofícios, os bastidores da Câmara Municipal de Presidente Prudente seguem em ebulição. Desde a segunda semana do ano, um tema tem sido recorrente nos gabinetes dos 13 vereadores: quem será o próximo presidente da Casa de Leis.

Apesar dos corredores mais vazios, articulações políticas já começaram a ganhar forma. Alguns parlamentares têm buscado apoio entre colegas com o objetivo de demonstrar força e união, numa tentativa de inibir o surgimento de possíveis concorrentes. Ainda assim, há consenso entre os vereadores de que existe um obstáculo claro para a definição antecipada de chapas: as eleições de 2026.

A avaliação interna é de que qualquer composição só ganhará consistência após o pleito de outubro. Isso porque o resultado das urnas irá medir a força real de cada partido em Presidente Prudente, além de influenciar o apoio — direto ou indireto — de deputados eleitos ou não, fator considerado decisivo nas disputas pela presidência da Câmara.

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Na eleição atual da Mesa Diretora, o presidente William Leite (PP) contou com o apoio dos vereadores Edgar Caldeira (União), Sara Lopes (União), Wellington Bozo (Republicanos), Aristeu Penalva (MDB), Mauro Neves (Podemos) e Tiago Oliveira (PP). Do outro lado, o grupo liderado por Demerson da Saúde (Republicanos) reuniu Guilherme Alencar (Republicanos), Dr. Ênio Perrone (PSD), Douglas Kato (PSD), Izaque Silva (PL) e Babu da Cohab (PP).

Para a próxima eleição da presidência da Câmara, prevista regimentalmente para quatro dias após a última sessão ordinária de 2026, ou seja, em dezembro, o cenário tende a ser completamente diferente.

Nos últimos 12 meses, os grupos políticos se fragmentaram, e nomes como Douglas Kato, Wellington Bozo e Mauro Neves já circulam nos bastidores como possíveis candidatos. No entanto, vereadores ouvidos pelo Diário de Prudente avaliam que, para chegar à presidência, não basta interesse individual: é necessário grupo sólido, compromissos políticos e algum nível de apoio externo.

Também são citados como potenciais nomes Demerson da Saúde, Dr. Ênio Perrone e Izaque Silva, no caso de não haver um consenso em torno de um ou dois candidatos para a disputa. Quanto a escolha de um novo presidente, uma tradição histórica do Legislativo prudentino favorece os mais antigos: A resistência em eleger vereadores de primeiro mandato para a presidência.

O último “novato” a comandar a Câmara foi Tiago Oliveira, de 2023 a 2024, antes dele apenas o Dr. Walmir Pinto, à época com forte apoio do então prefeito Milton Carlos de Mello, o Tupã. Um lacuna de 10 anos sem eleger um vereador de primeiro mandato como presidente.

Embora haja expectativa de que essa tradição possa ser quebrada, fontes ouvidas pelo Diário de Prudente são unânimes em afirmar que qualquer debate mais concreto sobre a sucessão no comando da Câmara só deve ocorrer após o resultado das eleições de outubro.

MISSÃO COMPLICADA

O próximo presidente da Câmara terá um caminho árduo, preparar físicamente a Câmara para ter espaço para mais seis vereadores e 12 novos assessores. Será necessária uma forma ou ampliação e um concurso público para aumentar o quadro de servidores para atender a nova demanda de serviços.

Por mais necesários que sejam, os gastos com reforma serão “questionados” pela população, já o concurso pode atenuar o desgaste, causado por um gasto que não é compreendido pela população.

Tudo isso às vesperas para eleições municipais em 2028, o próximo presidente deverá ter conhecimento bom para administrar essa missão e não comprometer sua possível reeleição como vereador.

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