O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado, 22 de novembro, em Brasília, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A ordem atendeu a um pedido da própria PF, que apontou risco de fuga durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio da família.
A informação da prisão foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e pelo advogado Celso Villardi, responsável pela defesa do ex-presidente nos desdobramentos da chamada “trama golpista”. Segundo Rodrigues, Bolsonaro foi encaminhado para a Superintendência Regional da PF, no Setor Policial Sul.
Na decisão, Moraes destacou que Bolsonaro teria violado sua tornozeleira eletrônica por volta de 0h, com base no sistema de monitoramento. O ex-presidente já estava em prisão domiciliar desde o início de agosto, medida que não tinha relação direta com o inquérito do golpe, mas com outra investigação. Em agosto deste ano, ele foi condenado a 27 anos de prisão após um julgamento marcado por forte tensão e disputas jurídicas.
A defesa afirma que Bolsonaro tem sido submetido a condições extremamente duras enquanto enfrenta problemas de saúde. Os medicamentos de uso contínuo do ex-presidente foram levados à Superintendência da PF, onde segue detido. Uma equipe médica esteve no local, mas deixou o prédio sem dar declarações.
Advogados relatam que o ex-presidente apresenta saúde debilitada, com episódios diários de soluço gastroesofágico, falta de ar e necessidade de medicamentos que atuam no sistema nervoso central. Para aliados, o conjunto das decisões judiciais e a forma de cumprimento da prisão reforçam a percepção de que Bolsonaro estaria sendo submetido a um tratamento mais severo do que o padrão.




