Um administrador de empresas, de 54 anos, foi preso na noite desta quinta-feira (3) por suspeita de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, em Presidente Prudente. A abordagem ocorreu por volta das 22h20, na rua Djalma Dutra, na região do Centro/Jardim Aviação.
Segundo o registro policial, a Polícia Militar já tinha informações de que uma Renault Duster preta estaria circulando pela cidade com possíveis irregularidades nos sinais de identificação. Durante patrulhamento, os policiais localizaram o veículo nas proximidades da unidade policial e realizaram a abordagem.
Durante a fiscalização, a equipe constatou que as placas instaladas na Duster pertenciam oficialmente a outro veículo. O automóvel abordado é uma Renault Duster 16 D CVT, ano 2019/modelo 2020, enquanto a placa que estava no veículo estava registrada para outra Duster, ano 2015/modelo 2016, cadastrada em Campo Grande (MS).
Aos policiais, o administrador de empresas afirmou que havia adquirido o veículo em um leilão público e que, posteriormente, tomou conhecimento de que os caracteres da placa não correspondiam ao automóvel. Segundo ele, mesmo ciente da irregularidade, continuou utilizando o veículo porque enfrentava dificuldades burocráticas para concluir a transferência da documentação.
Em interrogatório, porém, o homem negou ter cometido qualquer adulteração e afirmou que adquiriu o veículo de boa-fé. Ele declarou que o automóvel foi arrematado legalmente em uma hasta pública promovida por leiloeira credenciada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), por meio de sua empresa.
Ainda conforme o relato apresentado à polícia, o administrador afirmou ter quitado débitos relacionados ao veículo e possuir o auto de arrematação e a respectiva nota fiscal. Disse também que contratou um despachante para tentar regularizar a documentação, mas não conseguiu obter o documento necessário para transferência junto ao Departamento de Trânsito de Minas Gerais. Por isso, segundo ele, chegou a contratar um advogado para buscar judicialmente o desbloqueio do registro.
O homem também negou ter colocado ou adulterado as placas. Alegou que o veículo já havia saído do pátio de veículos apreendidos de Assis com aquelas características e que foi transportado por guincho diretamente para uma oficina, após permanecer anos sob custódia estatal.
A investigação apontou que a Duster abordada tem como registro original a placa QUT-9511, vinculada à empresa Localiza Rent a Car S.A., de Belo Horizonte (MG). Já a placa OOS-7271, que estava instalada no veículo, pertence a outra Duster, registrada em nome de uma mulher em Campo Grande (MS).
Ainda segundo a documentação policial, o veículo havia sido apreendido originalmente em 29 de abril de 2021, durante uma ocorrência de tráfico de drogas na rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Palmital. Na ocasião, a Duster já circulava utilizando a mesma placa considerada dublê.
Posteriormente, o veículo teve o perdimento decretado em favor da União pela Justiça de Palmital e foi levado a leilão pela Senad. O automóvel acabou arrematado pela empresa do administrador, conforme documentação apresentada no procedimento.
A Renault Duster foi apreendida para os procedimentos de investigação. O caso foi registrado como adulteração de sinal identificador de veículo automotor, e o administrador de empresas permaneceu detido à disposição da Justiça.
Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com






