DESENVOLVER O INTERIOR: Por que cidades como Presidente Prudente precisam falar mais sobre intercâmbio


A transformação do mercado de trabalho já chegou ao interior do Brasil. Empresas de cidades como Presidente Prudente exportam produtos, negociam com fornecedores internacionais, atendem clientes em diferentes países e disputam profissionais qualificados em um cenário marcado pela tecnologia, pela Inteligência Artificial e pela internacionalização dos negócios.

Nesse contexto, cresce também a discussão sobre um tema que, durante muitos anos, esteve restrito às grandes capitais: o intercâmbio.

Muito além da experiência de morar no exterior ou aprender um novo idioma, a educação internacional passou a ser vista como um investimento na formação de profissionais mais preparados para um mercado cada vez mais global.


O mercado brasileiro de educação internacional movimentou cerca de R$ 7 bilhões em 2025, demonstrando o amadurecimento do setor. A procura por programas internacionais segue em crescimento no Brasil, impulsionada principalmente pelo desenvolvimento profissional, pela qualificação acadêmica e pelo domínio de novos idiomas. Ao mesmo tempo, cresce a busca por programas de curta duração, permitindo que estudantes e profissionais conciliem carreira, estudos e experiências internacionais.

Para esse ano o crescimento previsto é de 16,6% comparado ao ano passado, entre os destinos mais procurados Canadá, EUA, Reino Unido, Irlanda e Malta, com programas de duração média de 3 meses e faixa etária de 15 a 29 anos.

Para especialistas em educação internacional, discutir intercâmbio deixou de ser apenas uma conversa sobre viagens.

“Hoje, falar sobre educação internacional é falar sobre desenvolvimento regional. As cidades que desejam crescer precisam investir na formação de pessoas capazes de atuar em ambientes multiculturais, inovar, empreender e conectar o mercado local às oportunidades globais. Por isso o acesso precisa ser amplamente divulgado, reforça Danilo Calçado – empresário do setor.

O perfil de quem procura um intercâmbio também mudou. Além dos tradicionais cursos de idiomas, cresce a procura por programas de férias, High School, graduação, pós-graduação, especializações, cursos técnicos e experiências profissionais voltadas ao desenvolvimento de carreira.

Mais do que desenvolver fluência em outro idioma, essas experiências estimulam competências cada vez mais valorizadas pelo mercado, como comunicação intercultural, autonomia, pensamento crítico, capacidade de adaptação, liderança e resolução de problemas.

Para especialistas, democratizar o acesso à informação sobre educação internacional é um passo importante para que estudantes e profissionais do interior conheçam oportunidades antes concentradas nos grandes centros.

À medida que o mercado exige profissionais capazes de atuar em um ambiente global, cresce também a importância de ampliar esse debate nas cidades do interior. Afinal, o desenvolvimento de uma região começa pelas oportunidades que ela oferece para formar talentos capazes de transformar conhecimento em crescimento econômico e social.

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