Um pintor de 36 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas na noite de sexta-feira (15), em Presidente Prudente, após uma abordagem realizada pela Polícia Militar nas proximidades da Estrada Irio Zuntini, na região do bairro João Domingos Neto. O suspeito permaneceu preso e a Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo telefônico do aparelho apreendido durante a ocorrência.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais realizavam atividade extra de ronda escolar quando perceberam um veículo Fiat Uno vermelho em atitude considerada suspeita. De acordo com os agentes, ao notar a aproximação da viatura, o motorista teria mudado repentinamente de direção, seguindo em direção à região dos presídios de Montalvão, o que motivou a abordagem.
Durante a vistoria no automóvel, os policiais encontraram três porções de maconha. Conforme relato policial, o suspeito teria admitido que faria a entrega da droga para uma pessoa no bairro João Domingos Neto. Ainda segundo a ocorrência, um aparelho celular antigo que estava com o homem recebia diversas ligações durante a abordagem, circunstância interpretada pelos policiais como indicativo de contatos relacionados ao comércio de entorpecentes.
Na sequência, os policiais foram até o endereço informado inicialmente pelo suspeito, mas descobriram que ele não morava no local. Depois disso, o homem indicou a residência correta, no Residencial Marangoni, e entregou as chaves do imóvel. No interior da casa, descrita como um espaço utilizado para festas, os agentes localizaram grande quantidade de drogas, incluindo maconha prensada e skunk.
De acordo com o auto de apreensão mencionado na decisão judicial, foram recolhidos 526,48 quilos de maconha, incluindo porções de skunk, acondicionados em sete invólucros. Também foram apreendidos o celular do investigado e o veículo utilizado na ocorrência. A polícia destacou que a forma de armazenamento e a quantidade da droga reforçam a ação de tráfico.
Durante o interrogatório, o pintor optou por permanecer em silêncio, acompanhado de advogado. Embora a ficha criminal oficial não apontasse antecedentes registrados, um policial afirmou em depoimento que o próprio suspeito teria admitido possuir passagem anterior por tráfico. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.











