Chuvas intensas voltam a causar alagamentos em vários pontos de Presidente Prudente


A chuva registrada na tarde desta quinta-feira, 15 de janeiro, voltou a escancarar um problema que já deixou de ser pontual em Presidente Prudente: os alagamentos cada vez mais frequentes em diferentes regiões da cidade. Por volta das 15h30 e 18h30, foram registrados 51 milímetros de chuva, volume que foi suficiente para causar transtornos significativos em diversos pontos da cidade.

Um dos locais mais afetados foi a rua Major Felício Tarabay, na altura do cruzamento com a rua Casemiro Dias, onde o acúmulo de água ultrapassou 40 centímetros de profundidade, dificultando a passagem de veículos e colocando motoristas em risco. Outro ponto crítico foi o cruzamento da rua Daniel Martins com a rua Domingos de Moraes, nas proximidades da Escola Monsenhor Sarrion, onde a água tomou parte da via e gerou apreensão entre moradores.

Além desses locais, o Parque do Povo voltou a registrar alagamento — uma situação que já se tornou previsível, e não se trata de um problema atual, já são mais de 35 anos. O principal cartão-postal da cidade sofre historicamente com a falta de escoamento adequado, evidenciando limitações estruturais do sistema de drenagem existente.

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Os episódios desta quinta-feira reforçam a necessidade de um debate mais amplo sobre macrodrenagem urbana. As chamadas “trombas d’água”, comuns em Presidente Prudente, concentram grande volume de chuva em curto espaço de tempo, exigindo um sistema capaz de suportar esse tipo de evento extremo. Embora a chuva registrada não tenha sido a mais intensa do ano, foi suficiente para gerar diversas reclamações nas redes sociais, relatos de danos e pequenos prejuízos, uma sensação de certa apreensão com chuvas fortes.

Diante desse cenário, cresce a cobrança para que a gestão do prefeito Milton Carlos de Mello, o Tupã, avance no planejamento de obras estruturantes de macrodrenagem, que ultrapassem apenas as intervenções pontuais.

No último sábado, um carro ficou praticamente submerso em um alagamento no Parque do Povo. Obviamente, a culpa do “incidente” foi do motorista que tentou atravessar o alagamento e o carro acabou “apagando”, mas é necessária uma ação mais urgente, para se evitar prejuízos imensuráveis.

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