Suspeitos de integrar núcleo do PCC que teria planejado ataques contra autoridades são presos em Prudente


Dois homens denunciados pelo Ministério Público como integrantes de um suposto núcleo de inteligência do Primeiro Comando da Capital (PCC), investigado por monitorar autoridades e planejar atentados, foram presos nesta sexta-feira (15), em Presidente Prudente.

Segundo a acusação, o grupo teria atuado no levantamento de informações sobre autoridades públicas, incluindo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e o coordenador de presídios da região Oeste do Estado de São Paulo, Roberto Medina.

Os presos são Victor Hugo da Silva, conhecido como “VH”, e Adilson Audinir Oliveira Junior, chamado de “Ju Machado”. Além deles, também foram denunciados Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o “Corinthinha”, e Sérgio Garcia da Silva, conhecido como “Messi”.


Conforme a denúncia, Victor Hugo seria responsável pelo monitoramento em campo, incluindo registros em vídeo de trajetos e imóveis e levantamento de placas de veículos. Já Wellison teria atuado na coordenação e logística das informações. Sérgio seria responsável por levantamentos relacionados à rotina de Gakiya em Presidente Prudente, enquanto Adilson teria colaborado nas tratativas e na tentativa de ocultação ou destruição de vestígios digitais.

As investigações apontaram ainda que os celulares dos denunciados continham vídeos, áudios e outros registros relacionados à rotina dos agentes públicos. Segundo a acusação, também foram identificados locais utilizados para vigilância dos alvos.

Monitoramento de Gakiya

O promotor Lincoln Gakiya já havia relatado que sua rotina teria sido monitorada pelo PCC. Segundo informações apresentadas nas investigações, integrantes da organização teriam utilizado drones para observar a região de sua residência e reunido imagens e informações sobre seus deslocamentos para o trabalho e para a academia.

Ainda de acordo com as investigações, um imóvel localizado a aproximadamente 900 metros da residência do promotor teria sido alugado como parte da estrutura utilizada para o monitoramento.

O caso está relacionado a uma investigação mais ampla sobre um suposto plano da organização criminosa para executar autoridades. Em fevereiro deste ano, a Justiça de São Paulo condenou Victor Hugo da Silva e outro integrante da facção por envolvimento no plano que tinha como alvos Gakiya e Medina.

As novas prisões ocorrem no âmbito da denúncia apresentada pelo Ministério Público, e os envolvidos são considerados acusados até eventual decisão judicial definitiva.

COMENTÁRIOS