
A desaceleração das exportações de carne bovina começou a refletir nos preços praticados nos supermercados paulistas. Com a redução do volume enviado ao exterior, a oferta de carne no mercado interno aumentou e causou a queda nos preços de diferentes cortes em julho.
Entre os cortes analisados, o acém apresentou a maior redução do mês, de 3,90%. Na sequência aparece a alcatra, com 2,77%; o coxão mole, com 2,45%; o contrafilé, de com 1,76%; o patinho, com 1,39%; e o filé mignon, com 1,30%.
Os dados disponibilizados são do Índice de Preços de Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Após um primeiro semestre marcado por recordes, as vendas externas de carne bovina perderam a força em julho, a causa da queda está relacionada ao desempenho de exportações brasileiras. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações movimentaram US$ 1,4 bilhão no mês, uma redução de 21% em relação a junho.
A principal responsável pela retração foi a redução das vendas para a China. No início de julho, o Brasil atingiu a cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina estabelecida pelo governo chinês para importação sem tarifa extra. A partir desse limite, todo o volume excedente passou a pagar uma tarifa adicional de 55% para entrar no país, o que tornou as exportações para o mercado chinês menos vantajosas.
Entretanto, o recuo nos preços não se restringiu apenas à carne bovina. A carne suína acumula uma queda de 8,11% entre janeiro e julho de 2026. As principais quedas foram registrados no pernil com osso, que ficou 13,52% mais barato, e no lombo com osso, com redução de 10,16%.
Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com





