Um auxiliar geral de 35 anos foi preso por lesão corporal em contexto de violência doméstica na tarde de quinta-feira, 30 de julho, na rua Francisca P. Aranda, no Jardim Belo Galindo, em Presidente Prudente. A vítima, uma auxiliar de produção de 33 anos, sofreu fratura no rosto e foi internada no Hospital Regional.
O caso chegou à Polícia Militar por meio da Cabine Lilás, canal do Copom voltado a endereços já cadastrados como de risco para vítimas de violência doméstica. Foi justamente durante patrulhamento nesses endereços que a equipe recebeu o chamado de que um homem estaria agredindo a companheira dentro de casa, mantendo-a em cárcere privado e portando uma faca, com indícios de que também ameaçava tirar a própria vida.
Os policiais foram até o local e conversaram com um vizinho, que indicou a residência. Ao chamarem os moradores, a vítima saiu de casa com sangramento no rosto e escoriações pelo corpo, atribuindo os ferimentos às agressões do companheiro e relatando ameaças anteriores.
O homem foi chamado em seguida e passou por busca pessoal, sem que fosse encontrado nada ilícito com ele. Diante do tamanho do imóvel, de possíveis rotas de fuga e do estado físico da vítima, os policiais optaram por algemá-lo para a condução até a delegacia.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada à UPA da Zona Norte. Um edema foi constatado inicialmente e, após exames de imagem, os médicos identificaram uma fratura, o que levou à sua internação no Hospital Regional de Presidente Prudente.
Em depoimento, o homem afirmou manter relacionamento com a vítima e disse ter retornado à casa para conversar, já que não entendia o motivo de ter sido colocado para fora. Contou que, ao tentar impedir que ela saísse, acabou acertando o nariz dela, mas negou intenção de agredir. Sobre a faca apreendida — com lâmina de 21,5 cm —, alegou que o objeto estava no local desde o dia anterior e é usado em sua religião, negando qualquer ameaça com o item.
A vítima solicitou medidas protetivas de urgência, que foram anexadas ao inquérito. Por se tratar de lesão corporal em contexto de violência de gênero, crime que passou a ser inafiançável após alteração na legislação em 2024, o indiciado ficou à disposição da Justiça.








