Grupo armado da Grande São Paulo é preso após roubo milionário em residência de Presidente Prudente


Quatro homens, com idades entre 29 e 35 anos, foram presos em flagrante neste sábado (22) suspeitos de participação em um roubo a uma residência na Vila Tazitsu, perto do Jardim Paulista, em Presidente Prudente. Segundo a Polícia Civil, os investigados são da região metropolitana de São Paulo e teriam vindo ao interior do Estado com a expectativa de encontrar vítimas com maior poder aquisitivo.

O crime ocorreu por volta das 11h30. A Polícia Militar foi acionada pelo sistema de monitoramento da residência, que identificou uma situação compatível com a presença de criminosos armados e possíveis vítimas mantidas sob ameaça.

De acordo com o registro policial, os suspeitos deixaram o imóvel e fugiram em um Volkswagen Virtus preto. Uma equipe da PM que estava nas proximidades visualizou o veículo e iniciou acompanhamento, que passou por diferentes pontos de Presidente Prudente até chegar à rua dos Lírios, uma via sem saída.


Durante a fuga, os ocupantes teriam dispensado pela janela objetos relacionados ao crime. Entre eles estavam um celular e um simulacro de arma de fogo. Já na rua dos Lírios, também foram dispensados um revólver municiado com três cartuchos e outros aparelhos celulares.

Os policiais conseguiram abordar o veículo e prender os quatro ocupantes. No interior do carro foram encontrados diversos objetos que, segundo as vítimas, haviam sido levados da residência, além de balaclavas, equipamentos de comunicação e outros materiais que teriam sido utilizados na ação.

Vítimas ficaram sob ameaça

Segundo os depoimentos, os criminosos permaneceram por um período prolongado dentro da residência. Uma das vítimas, uma pecuarista de 51 anos, relatou que foi surpreendida no quarto por um homem armado e encapuzado, que exigiu joias, barras de ouro, dólares e euros.

Ela foi levada para outro quarto, onde estavam familiares e funcionários da residência, que também foram rendidos. As vítimas relataram que foram amarradas enquanto os criminosos procuravam objetos de valor.

Uma arquiteta de 22 anos afirmou que os criminosos demonstravam conhecer informações pessoais da família e mantinham comunicação com pessoas que estavam do lado de fora por meio de equipamentos semelhantes a rádios ou dispositivos de comunicação.

Uma pedagoga de 59 anos, que trabalha na residência há aproximadamente 30 anos, contou que foi rendida junto com outro funcionário quando ele retornou de uma compra. Um auxiliar de serviços gerais de 49 anos, funcionário do imóvel há cerca de 12 anos, também relatou ter sido abordado por homens armados e encapuzados.

Conforme os relatos, os criminosos demonstravam conhecimento prévio sobre a existência de joias na residência. Uma das vítimas informou que trabalha com revenda de joias e acredita que informações sobre a atividade possam ter sido obtidas por meio de redes sociais.

Bens são avaliados entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão

Os objetos recuperados foram avaliados preliminarmente pelas vítimas entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão. Entre os bens estavam joias, relógios rolex, dinheiro em dolares, euros e dirhams dos Emirados Árabes Unidos, canetas Montblanc, bolsas e outros objetos de grande valor.

A investigação também identificou uma irregularidade no veículo utilizado pelo grupo. A placa que estava no Volkswagen Virtus, SUM2B77, pertence oficialmente a outro veículo de características semelhantes, registrado em São José do Rio Preto (SP). O carro utilizado no crime, segundo a polícia, pertence a uma empresa sediada na capital paulista, indicando possível adulteração do sinal identificador.

Comunicação pode indicar participação de outras pessoas

Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi a existência de equipamentos de comunicação. Segundo a Polícia Militar, um dos celulares apreendidos estava conectado a outros oito aparelhos durante uma chamada que teria permanecido ativa por aproximadamente quatro horas.

Uma das vítimas também relatou ter percebido que os criminosos mantinham comunicação constante com pessoas que estavam fora da residência. Por isso, a investigação trabalha com a possibilidade de participação de outros envolvidos, mas a eventual existência de mais integrantes ainda depende de apuração.

Segundo o registro policial, os quatro presos são moradores de cidades da Grande São Paulo, incluindo Embu das Artes, Taboão da Serra e a capital. Durante a ocorrência, eles teriam relatado que vieram ao interior justamente pela percepção de que haveria maior disponibilidade financeira entre possíveis vítimas.

Os investigados permaneceram presos. Segundo a Polícia Civil, alguns deles possuem antecedentes relacionados a crimes violentos, incluindo roubo e porte de arma. A investigação deverá prosseguir para esclarecer a participação individual de cada preso, identificar possíveis outros envolvidos e apurar como o grupo obteve informações sobre a rotina e os bens da família.

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