
Um estudo desenvolvido pelo engenheiro agrônomo Luiz Carlos Biazi Junior, na Unoeste, aponta que o ajuste na quantidade de fertilizantes pode reduzir em 66,4% o custo da adubação da batata-doce.
Em uma área de 20 hectares, a redução de 750 para 250 quilos de fertilizante por hectare representaria uma economia de R$ 35 mil, considerando o custo de R$ 3,50 por quilo.
Em busca de uma aplicação mais eficiente, produtivo e econômico, o estudo compreendeu dois experimentos (dezembro de 2024 a abril de 2025 e janeiro a junho de 2026) a partir de análise e preparo do solo; cinco tratamentos de dose zero e de 250 a 1500 kg de NPK – Nitrogênio, Fósforo e Potássio, com a 1ª adubação aos 30 dias após o plantio.
Os experimentos foram realizados em Teçaindá, distrito de Martinópolis.
As plantas foram analisadas a cada 20 dias, dos 40 aos 140 dias após o plantio. O acompanhamento permitiu verificar como os nutrientes se acumulam e são distribuídos entre raízes, folhas e outras partes da planta.
No primeiro ciclo, a dose de 500 quilos por hectare apresentou o maior acúmulo de matéria seca. Já a aplicação de 250 quilos por hectare resultou em maior número de raízes e maior produtividade.
No segundo ciclo, a dose de 250 quilos por hectare proporcionou maior acúmulo de matéria seca nas raízes tuberosas, indicando maior eficiência na formação de raízes comercializáveis.
Produção nacional
A batata-doce ocupa cerca de 61 mil hectares no Brasil, com produção superior a 900 mil toneladas por ano. O estado do Ceará é o maior produtor, respondendo por 17,7% da produção nacional, seguido por São Paulo que responde por 17,1% da produção nacional e a região de Presidente Prudente está entre as principais áreas produtoras do Estado.
O estudo do engenheiro agrônomo Luiz Carlos Biazi Junior foi desenvolvido junto ao Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGA), da Unoeste em Prudente. A orientação foi da professora doutora Jéssica Pigatto de Oliveira Queiróz Barcelos. A defesa pública foi na tarde de quinta-feira (1º).
A avaliação foi do professor doutor Fábio Rafael Echer, da Unoeste, e da doutora Amarilis Beraldo Rós, pesquisadora vinculada à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).
Luiz Carlos foi aprovado para receber o título de Mestre em Agronomia.

Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com










