Manifestantes protestam contra demora na apuração do crime onde prudentino foi incendiado em Florianópolis

Rapaz segue internado para tratamento das queimaduras.

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Vários manisfestantes de Florianópolis, em Santa Catarina, que fica a 850 Km de Presidente Prudente, se reuniram nesta terça-feira, 25 de janeiro para exigir agilidade nas investigações e dar visibilidade ao caso do prudentino, que é negro e foi incendiado na capital catarinense enquanto dormia em um banco na orla praiana.

O ato começou às 19h00, na avenida Beira-mar Norte – mesmo local onde ocorreu o crime. A vítima segue internada no HU (Hospital Universitário) para tratamento.

O morador de Presidente Prudente é açougueiro, e foi até a cidade com o objetivo de conhecer o mar. Ele se hospedou um hostel na Lagoa da Conceição, e retornaria dia 15 de janeiro para Prudente.

No dia do retorno, o homem decidiu esperar o coletivo na avenida Beira-mar Norte, mas acabou adormecendo no ponto de ônibus. Ele foi acordado com a gasolina sendo jogada no corpo e pulou na água ao perceber as chamas. Uma mochila com os pertences da vítima foi queimada.

Nesta terça, os manifestantes levaram tambores e faixas pedindo “apuração imediata dos crimes incendiários contra pessoas negras”, acompanhadas de símbolos antinazistas.

Apatia e pressa nas investigações

Segundo Marina Caixeta, covereadora do Coletiva Bem Viver e participante do ato, o objetivo é denunciar “que ainda hoje é necessário gritar, dizer e reivindicar que é um absurdo colocar fogo numa pessoa e a expressão racista do ato”. Para a vereadora, a tentativa de homicídio não está ganhando a atenção que merece.

“Quando esses crimes não são contra pessoas negras, a reação geralmente é maior. A primeira expressão racista é vermos que isso não é apurado com pressa, que falta comoção pública. E quando analisamos crimes desse tipo vemos que eles são realizados contra pessoas não brancas”, afirma a vereadora.

O ato foi organizado pelo Sinte/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) junto a outros sindicatos (Sintram, Sinasefe) e grupos antirrascistas: Cepa, Instituto Liberdade, Africatarina, Negra Bastiana, Madef e Moconevi.

Investigações

Dez dias após o início das investigações ainda são desconhecidas a motivação e autoria do crime. O delegado Ênio Matos, titular da DH (Delegacia de Homicídios de Florianópolis), informou que as equipes trabalham a todo vapor no inquérito policial.

A OAB/SC (Ordem dos Advogados do Brasil) também está acompanhando a vítima. Em nota publicada na última quinta-feira (20), a entidade informou que “espera que as autoridades policiais identificam rapidamente os autores da violência extrema”.

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Fonte: Com informações de RDMais

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