Advogado esclarece dúvidas mais frequentes sobre como obter um Green Card

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A decisão de viver nos Estados Unidos de forma permanente, seja trabalhando em alguma empresa ou abrindo seu próprio negócio, é repleta de dúvidas que precisam ser completamente sanadas para que os processos sejam executados com clareza pelos solicitantes.

Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados e sócio do LeeToledo PLLC, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, recebe centenas de perguntas diariamente pelas redes sociais sobre diversos dilemas relacionados a solicitações de vistos e processos de imigração.

E para facilitar o acesso a essas informações estratégicas, o especialista separou os tópicos mais solicitados e comentar sobre cada um.

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Visto E2 para empresas de transportes

De acordo com o advogado, uma dúvida comum está relacionada à disponibilização de Green Card ao abrir uma empresa de transportes nos EUA. “Dependerá da intenção desse potencial empreendedor. Se o intuito for comprar um caminhão e abrir uma empresa para trabalhar por conta própria no ramo de transportes, esse visto E2 provavelmente não será aprovado. A empresa precisa, efetivamente, oferecer benefícios para a população americana, seja com a contratação de um grupo de funcionários, potencial para crescimento, aumento da infraestrutura em um mercado relativamente pequeno ou outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de uma região”, relata.

Como funciona o processo de um EB3?

Muitos clientes entram em contato com Toledo em busca de uma intermediação para encontrar um emprego efetivo nos Estados Unidos. O especialista em Direito Internacional alerta, no entanto, que o primeiro passo para solicitar um EB3 é ter uma oferta de trabalho em solo americano. “É preciso passar por um processo de seleção real para que a oferta de emprego seja considerada pelos consulados e agentes consulares. Assim, iniciamos as reuniões com o empregador e protocolar a solicitação de visto “, declara.

A guerra entre Rússia e Ucrânia está fazendo com que brasileiros saiam dos Estados Unidos?

O medo de que os EUA tome partido no confronto e novos conflitos militares aconteçam ainda abala muitas pessoas. Para o advogado, essa insegurança não tem fundamento. “Muitos acreditam que os brasileiros estão indo embora por essa razão, mas o que eu vejo é justamente o contrário. Cada vez mais, pessoas que residem não só no Brasil, mas em diversos países, estão optando por dar início a uma nova nos Estados Unidos”, pontua.

Renovação de passaporte: É preciso solicitar com antecedência?

O advogado acredita que é importante prestar atenção ao tamanho das filas no setor de renovação. “O ideal é iniciar o processo de renovação com, até mesmo, um ano de antecedência. Isso porque, se houver a necessidade de alguma entrevista, esse agendamento será feito provavelmente antes do vencimento do visto atual”, revela.

Possibilidade de levar a família ao ter um visto EB3 aprovado

Uma das dúvidas mais recebidas pelo advogado é se existe a possibilidade de levar familiares para os Estados Unidos quando um visto de trabalho, como o EB3, é aprovado. “Existe essa possibilidade, porém com algumas limitações. Será possível levar cônjuge, seja marido ou esposa, e filhos menores de 21 anos, desde que sejam solteiros e não emancipados. Todos os membros da família também recebem o Green Card, além da autorização de trabalho para o cônjuge”, finaliza.

Sobre Daniel Toledo

Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 170 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford – Reino Unido,  consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR e professor da PUC Minas Gerais do primeiro curso de pós graduação em Direito Internacional,  com foco em Imigração para os Estados Unidos.

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