Uma auxiliar de cozinha de 48 anos foi detida em flagrante na noite de quinta-feira (22), após atirar contra o companheiro, um motoboy de 43 anos, durante uma discussão em uma residência no Conjunto Habitacional Mário Amato, em Presidente Prudente.
O caso ocorreu por volta das 18h46, na rua Renê Antônio Sanches. Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de uma discussão e disparos de arma de fogo.
No local, a mulher admitiu ter efetuado os tiros e afirmou que sofria ofensas e agressões do companheiro. Ela relatou que, antes do episódio, havia recebido ligações com ameaças e xingamentos e que o homem chegou à residência exaltado.
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Segundo a versão apresentada por ela, a discussão continuou dentro da casa. A mulher pegou um revólver calibre 38, que estava sobre o guarda-roupa, e efetuou os disparos quando o companheiro teria avançado em sua direção.
Conforme o relato policial, os dois primeiros acionamentos do gatilho não dispararam. Em seguida, os tiros atingiram o homem no braço, com transfixação para o peito, além da nádega e da coxa. Mesmo depois de ele cair, a mulher continuou acionando o gatilho, segundo a versão registrada pelos policiais.
Após os disparos, ela foi para a rua e pediu à filha que chamasse a polícia. A arma foi apreendida.
Vítima está internada
O motoboy foi socorrido e permaneceu internado. Conforme informações obtidas pela Polícia Civil junto ao hospital, ele estava estável, consciente e sem risco de morte.
Ele não foi ouvido no plantão policial devido ao estado de saúde.
Em depoimento, a mulher afirmou que convive com o companheiro há 22 anos e relatou episódios anteriores de humilhações e agressões. Disse que não havia registrado ocorrências por medo de perder a guarda das filhas.
A auxiliar de cozinha também declarou que o revólver pertencia ao companheiro e que a arma não tinha documentação. A polícia apurou ainda que o armamento não possuía numeração.
Medidas judiciais
A mulher recebeu liberdade provisória, mediante cumprimento de medidas cautelares.
A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do motoboy após a alta hospitalar, em razão das suspeitas de injúria, ameaça no contexto de violência doméstica e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com








