Polícia Civil devolve 13 celulares recuperados pelo programa SP MOBILE em Presidente Prudente


A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Prudente, realizou nesta terça-feira (29) a entrega de 13 aparelhos celulares recuperados durante diligências do programa SP Mobile.

Os celulares haviam sido registrados como extraviados, furtados ou relacionados a ocorrências de estelionato. Após levantamento, cruzamento de informações e investigações, os aparelhos foram localizados e devolvidos aos seus legítimos proprietários.

Além do valor econômico, a recuperação representa a devolução de equipamentos que armazenam informações pessoais, fotografias, documentos, registros profissionais, contas bancárias e outros dados dos usuários.


Como funciona o SP Mobile

Criado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo por meio da Resolução SSP nº 41/2023, o SP Mobile combate crimes relacionados a roubo, furto e receptação de celulares.

O programa cruza informações de registros policiais com dados dos aparelhos, especialmente o IMEI, código único de identificação do telefone. A partir desses dados, a Polícia consegue identificar aparelhos que possuem restrições e que voltaram a ser utilizados, possibilitando diligências para localizar o equipamento e devolvê-lo ao proprietário.

A iniciativa também busca reduzir o mercado consumidor de celulares provenientes de crimes.

A Polícia Civil alerta que comunicações relacionadas ao SP Mobile não exigem pagamento, Pix, senhas bancárias, senhas de redes sociais ou códigos enviados por SMS. Em caso de contato, a orientação é procurar uma unidade policial e verificar a situação.

Celular muito barato pode gerar prejuízo

A Polícia Civil também orienta consumidores a terem cuidado na compra de celulares usados. A aquisição de um aparelho sem verificar sua procedência pode resultar na perda do dinheiro e do próprio equipamento e, dependendo das circunstâncias, gerar investigação por receptação.

O Código Penal prevê punição para quem adquire, recebe, transporta, conduz ou oculta bem sabendo que é produto de crime. A receptação dolosa prevê pena de 2 a 6 anos de reclusão, além de multa.

Também existe a receptação culposa, quando as circunstâncias da negociação — como preço muito abaixo do mercado, natureza do produto ou condição do vendedor — deveriam levar o comprador a desconfiar da origem ilícita.

Por isso, a Polícia ressalta que simplesmente alegar desconhecimento sobre o furto não elimina a necessidade de apuração.

Cuidados ao comprar celular usado

Antes de comprar um aparelho, o consumidor deve:

  • Consultar o IMEI, pelo código *#06#, lembrando que aparelhos com mais de um chip podem ter mais de um número;
  • Verificar se há restrição por furto, roubo ou extravio;
  • Conferir se o IMEI corresponde ao da caixa e da documentação;
  • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
  • Identificar o vendedor e evitar negociações com perfis suspeitos ou recém-criados;
  • Solicitar nota fiscal ou documento que comprove a origem;
  • Guardar anúncios, mensagens, comprovantes de pagamento e demais registros da negociação;
  • Confirmar que as contas Apple/iCloud ou Google do antigo proprietário foram removidas;
  • Preferir formas de pagamento rastreáveis;
  • Não concluir a compra diante de qualquer dúvida sobre a procedência.

A Anatel também recomenda que os consumidores comprem aparelhos de fornecedores confiáveis, verifiquem a certificação do equipamento e consultem eventual restrição vinculada ao IMEI.

Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com