Feira do Intercâmbio reúne cerca de 200 pessoas e mostra crescimento do interesse por educação internacional no interior


O interesse por estudar, trabalhar e construir uma trajetória internacional também movimenta o interior paulista. Essa foi uma das principais percepções da Feira do Intercâmbio, realizada no último sábado (29), em Presidente Prudente. O evento registrou cerca de 400 inscrições antecipadas e recebeu aproximadamente 200 participantes ao longo da programação.

Um dos dados que mais chamou a atenção da organização foi o perfil dos visitantes: 80% chegaram acompanhados dos pais, familiares ou amigos, mostrando que a decisão de fazer um intercâmbio ultrapassa a escolha individual do estudante e envolve planejamento, orientação e participação de pessoas próximas.

Durante seis horas, o Aruá Hotel se transformou em um espaço de contato direto com instituições internacionais. Estudantes, profissionais e famílias puderam conhecer programas de diferentes formatos e tirar dúvidas sobre cursos de idiomas, High School, programas de férias, graduação, pós-graduação, MBA, cursos profissionalizantes, intercâmbio esportivo e oportunidades voltadas ao desenvolvimento de carreira.


Mercado de educação internacional segue em expansão

O movimento observado em Presidente Prudente acompanha o crescimento do mercado de educação internacional. De acordo com os dados apresentados na Pesquisa Selo BELTA 2026, 72,9% das empresas respondentes esperam crescimento no envio de estudantes ao exterior em 2026, enquanto 16,7% projetam estabilidade e 10,4% preveem redução.

A própria Travelmate também registra crescimento em seu desempenho. Entre janeiro e maio de 2026, a empresa apresentou alta de 23%, segundo o levantamento utilizado pela organização.

Os números ajudam a explicar por que o intercâmbio vem deixando de ser visto apenas como uma experiência de viagem e passa a ocupar espaço no planejamento educacional e profissional de brasileiros.

Para Danilo Calçado, empresário do setor de educação internacional e anfitrião da feira, o resultado do evento confirma que existe uma demanda regional por informação qualificada.

“O que mais nos chamou a atenção foi perceber que as pessoas não vieram apenas para escolher um destino. Elas vieram entender as possibilidades. E o fato de 80% do público estar acompanhado mostra que o intercâmbio é uma decisão que envolve família, planejamento e projeto de vida.”

Um intercâmbio para cada momento de vida

A diversidade de programas apresentados durante a feira também mostrou que não existe mais um único perfil de intercambista.

Há opções para adolescentes, universitários e profissionais, além de alternativas de curta duração que permitem conciliar uma experiência internacional com férias, estudos e carreira no Brasil.

Entre os destinos apresentados estavam Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Austrália, Alemanha, Malta, África do Sul e Emirados Árabes Unidos, entre outros.

Para quem nunca fez intercâmbio, a possibilidade de conversar diretamente com representantes das instituições também foi uma oportunidade para entender etapas que muitas vezes parecem complexas para quem está começando: custos, bolsas de estudo, documentação, processo de admissão, vistos, acomodação e planejamento financeiro.

“A principal orientação para quem está começando é entender primeiro o objetivo da experiência. Não existe o melhor intercâmbio de forma genérica. Existe o programa que faz sentido para aquela pessoa, para sua idade, seu momento de vida, seus objetivos e seu orçamento. No meu caso, a experiência de sair do meu país mudou a minha vida”, contou Brianna da Cheshire Academy – EUA, uma das expositoras internacionais da Feira.

O interior também quer conhecer o mundo

Para a organização, aproximar instituições internacionais de cidades do interior significa democratizar o acesso à informação e permitir que estudantes e profissionais conheçam oportunidades que, muitas vezes, pareciam distantes de sua realidade.

“Durante muito tempo, o intercâmbio foi associado a quem vivia nos grandes centros ou tinha condições de viajar para buscar essas informações. Hoje, precisamos mudar essa lógica. Existe uma geração no interior que quer conhecer o mundo, estudar, se qualificar e ampliar suas possibilidades. O primeiro passo é fazer essa informação chegar até ela”, finaliza Danilo.

A realização da feira também aproximou instituições, famílias e estudantes em torno de um tema que vai além da viagem: a preparação para um mercado cada vez mais global.

Para a organização, o resultado da edição de 2026 mostra que levar o mundo para perto é também uma forma de ampliar as possibilidades de quem vive no interior.

Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com