Moradora de Prudente é morta após ser obrigada a contratar empréstimo de R$ 32 mil em MG


Ramona Irene Cuevas Martinez | Foto: Divulgação Polícia Civil MG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as circunstâncias da morte de Ramona Irene Cuevas Martinez, 69 anos, que morava em Presidente Prudente e viajou para o Norte de Minas Gerais para encontrar um homem com quem mantinha um relacionamento. O corpo da idosa foi localizado nesse último sábado, 29 de agosto, em Jaíba-MG, carbonizado e enterrado em uma cova rasa.

Três homens, de 23, 25 e 53 anos, suspeitos de envolvimento no caso, foram presos. Segundo a PCMG, eles foram ouvidos pela 3ª Central Estadual do Plantão Digital e tiveram as prisões em flagrante ratificadas, a princípio, pelo crime de ocultação de cadáver e foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça .

Ramona era moradora de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e havia viajado para Manga, no Norte de Minas, para encontrar um homem com quem mantinha um relacionamento.

Ela estava desaparecida desde 17 de agosto e movimentações bancárias feitas após o desaparecimento da vítima ajudaram a localizar os suspeitos. Um dos envolvidos relatou que Ramona teria sido estrangulada e atingida na nuca com uma machadinha. O corpo teria sido levado para uma área de mata, onde os suspeitos tentaram queimá-lo antes de enterrá-lo em uma cova.


Empréstimo de R$ 32 mil

Conforme a Polícia Militar, no dia 20 de agosto, Ramona foi sequestrada e obrigada, mediante violência e ameaças, a contratar um empréstimo bancário de R$ 32 mil.

Nos dias seguintes, os suspeitos teriam movimentado o dinheiro da vítima. Segundo o tenente Diego Felipe, foram feitas duas transferências de R$ 16 mil para contas ligadas aos envolvidos, uma no dia 21 e outra no dia 22 de agosto, totalizando os R$ 32 mil.

O capitão Denisson Araújo, da Companhia da PM de Jaíba, informou ainda que o grupo circulou com a vítima por cidades do Norte de Minas enquanto ela permanecia em cárcere. Os suspeitos teriam ido a agências bancárias para sacar parte dos valores obtidos por meio dos empréstimos.

Assassinato

Após conseguirem acesso ao dinheiro, os suspeitos teriam decidido matar Ramona. Conforme o relato de um dos envolvidos aos policiais, dois suspeitos compraram uma pá e uma enxada e retornaram para uma área de mata onde a vítima era mantida sob a vigilância do terceiro homem.

A PM afirma que um dos suspeitos, apontado como ex-companheiro de Ramona, tentou estrangulá-la. A vítima teria desmaiado, mas recuperado a consciência. Na sequência, ela teria sido atingida com um golpe na cabeça.

Depois do assassinato, ainda segundo a polícia, os homens colocaram o corpo em uma cova. Dois deles teriam ido até um posto de combustíveis, comprado combustível e retornado ao local. O produto teria sido jogado sobre o corpo, que foi incendiado antes de ser coberto com terra.

Fonte: Diário de Prudente - www.diariodeprudente.com