
O Split Payment, mecanismo previsto na reforma tributária, poderá mudar a forma como empresas recebem e administram os valores das vendas. A proposta prevê que, no momento do pagamento, uma parte seja destinada ao vendedor e outra, referente aos tributos, encaminhada diretamente ao poder público.
O sistema poderá ser utilizado em meios de pagamento como Pix e cartões e também deverá alcançar empresas de Presidente Prudente e região quando entrar em funcionamento.
Segundo o advogado tributarista Daniel Guimarães, um dos principais impactos será no fluxo de caixa. Atualmente, em determinadas situações, o valor recebido permanece temporariamente disponível para a empresa até o recolhimento dos impostos. Com o novo mecanismo, essa parcela não ficará mais no caixa do negócio.
A mudança pode exigir maior planejamento financeiro, principalmente de pequenos negócios que dependem do fluxo das vendas para manter despesas como fornecedores e salários.
Outro ponto em discussão é a remuneração de R$ 0,39 por transação às instituições responsáveis pelo processamento do sistema. Para Guimarães, ainda é necessário definir quem irá absorver esse custo.
Bancos, instituições de pagamento e empresas ligadas aos cartões também precisarão adaptar seus sistemas para processar as operações e realizar a divisão dos valores.











